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Começou a ouvir Amy Winehouse.
Caminhou pela casa, passou os dedos pelos cabelos desgrenhados.
Num devaneio se perdeu em cartas do passado, onde teve certeza de que tudo que havia feito até ali era superficial, que sua vida agora era outra e que estava acabando minuto a minuto.
Quem diria, meu rapaz? Pêlos no rosto, status de relacionamento, amizades, bebidas. Quem diria, meu caro amigo? Aquele menino que escrevia como era triste mudar e como amor era algo detestável simplesmente mudou.
A contradição em pessoa, desde sempre, crucificou conceitos e é a própria metamorfose ambulante. Enfim, sempre há alguém que goste dos casos perdidos…
Subindo as escadas podemos encontrá-lo perdido numa rotina maçante. Quem diria, meu rapaz? Seguiu sua vida num ciclo vicioso de coisas que ocupassem seu tempo, mas e agora? O que te ocupa? Quem te culpa, meu rapaz? Ainda mente pra si mesmo, aposto. Ainda é capaz de manter a pose, como costumavam dizer a seu respeito. Quem te conhece agora?
Será que alguém ainda consegue medir teus dramas, será que você ainda consegue transcrever essa confusão da sua cabeça pra um pedaço de papel?
É meu caro, certas coisas não mudam.
Teus rabiscos continuam confusos, mas hoje em dia todos gostam é do estrago.
E esse seu romance, como vai? Descobriu que é capaz de amar alguém além de si mesmo? Aliás, descobriu que é possível amar? Hoje quem te escreve é descrente do amor, mas há boatos de que você está bem. De que alguém no mundo te ama de volta e de que há grandes chances de que você seja feliz. Você sabe como as notícias correm ultimamente. Vi seus posts no facebook, curti teus passos no instagram, e naqueles teus retratos não consegui destinguir se aquele seu sorriso era forçado para o momento da selfie ou se você está mesmo feliz.
Queria notícias tuas. Vindas de você. Como será que a gente pode se falar, meu rapaz? Se você ficou pra trás e eu só encontro teus vestígios nessas noites de domingo onde me surge uma curiosidade em revirar o passado. Se eu me olhar no espelho agora, meu rapaz, não é você que aparece no reflexo. Por onde você andou pra chegar até aqui? Sinto sua falta.
Também sinto falta dos seus pontos de vista exagerados. Do seu extremismo do que é certo ou errado. Quando foi que eu te deixei no passado, meu rapaz, quando foi que perdi a mão pra descrever esses delírios que nunca cessaram na minha cabeça?
Pois é, meu rapaz, complicada a vida que você leva agora. Ou talvez aquele que venha depois de mim passe por aqui, leia esse texto e ria como ri de você agora pouco. O que importa para nós, casos perdidos? Pedaços de uma fachada em constante mudança.
Prometo voltar em breve.
Ou não, pois você sabe que nunca cumpri as promessas que dediquei a você, não é mesmo meu rapaz?

Gustavo Santos

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